D IFERENTE


Ser diferente do normal

É condenável nesta Terra,

Onde a força do mal

Sobre muitos, ainda, impera.

Se não somos todos iguais,

Assim a Lei o quis;

Se há tristezas no mundo,

Também podemos ser felizes.

Não ter pernas para andar,

Não me condena a nada ser,

Pois ainda posso pensar,

Todos os dias do meu viver.

O pensamento é força

Quando se crê num Superior;

Não um ser sobrenatural,

Mas a fonte sublime do AMOR...

Por Ele suporto as provas

Pelas quais tenho passado.

Caminhamos sempre juntos,

Posso senti-Lo ao meu lado.

E se você, caro amigo,

É, como eu, diferente,

Não deixe que o mutilem,

Pois você também é gente.


Autor: Carlos Benevenuto Padilha


Música incidental:  My Way

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